Ao primeiro console portátil da Sony aconteceu algo parecido com o PS2 quanto à possibilidade de melhorar consideravelmente a aparência de seus jogos graças à emulação. PPSSPP é o melhor emulador de PSP que podemos encontrar, e que permite jogar títulos do console tanto em Windows como em dispositivos Android, dentre vários sistemas. Aqui vai um tutorial para configurar o emulador e obter uma qualidade visual muito melhor do que a do console original. Neste caso, vamos configurar o port para dispositivos Android.

Sobre a legalidade da emulação

Vamos deixar as coisas claras: a emulação em si não é ilegal, sobretudo se, como acontece neste caso, não é necessária uma BIOS original do console para rodar. O que fica questionável é a proveniência dos jogos que usarmos. PPSSPP é capaz de ler imagens de disco de jogos em formato ISO, CSO, PBP, ELF, PRFX inclusive se estiverem comprimidos em formato zip. Embora seja possível ripar o conteúdo dos discos UMD originais do console se tivermos um Custom Firmware instalado, o certo é que na internet é possível encontrar comunidades com praticamente o catálogo completo do console à nossa disposição já “processado”. Se quisermos ter a consciência tranquila o ideal seria baixar somente os rips dos títulos que já possuirmos, apesar de sabermos como funcionam essas coisas e as fronteiras que podem ser atravessadas sem muitos remorso.

Como configurar PPSSPP no Android

O emulador PPSSPP é uma impressionante iniciativa open source que permite emular títulos do console portátil da Sony em uma infinidade de plataformas. Embora os melhores resultados oferecidos sejam de Windows, o certo é que existem versões para Android, iOS e OSX assim como ports não oficiais de Linux, Blackberry, Symbian e outras tantas que não passam de mera curiosidade ao não estar tão otimizadas como as dos primeiros sistemas.

A resolução nativa original dos jogos na tela do PSP é somente 480×272 (apesar dos filmes em discos UMD chegarem a 720×480), mas o certo é que a resolução das texturas e a capacidade de processamento de cenários 3D são suficientemente detalhadas como para não estragar a resolução ao ponto de que encontraremos poucas diferenças com o visto no PS3. SÉRIO. De fato, as reedições HD que tanto se usam ficam inclusive por baixo do que se pode conseguir afinando a configuração gráfica do emulador. Desta vez nos focaremos na versão para Android.

O menu principal permite carregar localmente a imagem de nosso jogo, que uma vez detectada passará a fazer parte do mosaico de títulos recentes com um formato similar ao que se vê no menu do próprio console. A interface foi pensada para poder ser utilizada em tela cheia tanto com gestos como com um controlador externo.

A melhor forma de testar as modificações gráficas de um jogo é carregando e mudando as opções pouco a pouco para ver como repercutem no rendimento, e é o que faremos. Vamos em Carregar e buscamos a imagem em questão do título que vamos usar. Pausamos o jogo e vamos ao menu de configurações de forma alternada. Aqui vai uma demonstração do que pode ser modificado:

Modo de renderização

  • API gráfica: Por padrão, a única opção disponível será OpenGL.
  • Modo de renderização: Deixar por buffer, imprescindível se aplicamos um post-processing shader . Se optarmos por rendimento, ativamos Pular efeitos de buffer e tiramos algo da resolução, embora em muitos casos isto possa provocar problemas graves de visual nos jogos.
  • Simular efeitos de transferência de blocos Esta característica foi criada para funcionar junto com a opção de modo de renderização com design por buffer, combinação muito mais otimizada do que o modo de ler a memória, mas com quase os mesmos resultados.

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Controle de taxa de quadros (FPS)

  • Pulo de quadros: Não é muito recomendável pelo horrível que pode ser a carência de imagens por segundo na tela. Ainda, pouco repercute no desempenho geral do emulador.
  • Forçar máximo 60 FPS: Imprescindível para jogar corretamente os God of War de PSP para corrigir um problema de ghosting e redução do framerate.

Características

  • Shader de pós-processado: Nos proporciona uma série de filtros para melhorar e suavizar a visualização das imagens em alta resolução. Aqui já é questão de gosto, mas o que oferece uma imagem mais nítida é o FXAA. Também é preciso levar em conta se o jogo é 3D ou 2D. No último caso, é até melhor desativar totalmente os shaders para desfrutar dos píxeis grandes e belos.
  • Modo imersivo: Oculta os botões visuais de navegação do Android, aumentando a área efetiva da tela. Mandatório é pouco.

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Desempenho

  • Resolução de renderização: Aqui é preciso fazer um pequeno inciso, pois a resolução não é a mesma coisa que a renderização do emulador sendo emitida na tela, assim é absurdo por a mais de 1080p se esta é a resolução de nosso dispositivo no caso de por a imagem em tela cheia. As opções possíveis se baseiam em multiplicadores da resolução original, então um render de 2x oferecerá saída de 960×544 (original 480×272). Tendo em conta que determinados shaders requerem uma resolução extra, com 4x estaremos bem servidos.
  • Resolução de tela (escala do hardware) Com a explicação do quesito anterior muito presente, devemos fazer um pequeno exercício de calibragem na resolução de nosso dispositivo e na escala da tela. O ideal é obter um múltiplo de dois que case com a resolução nativa. A princípio, a opção por padrão “PSPx2” deveria cair bem na maioria dos terminais, mas neste caso podemos ter algum probleminha em telas de dimensões estranhas em conjunto com uma relação de aspecto 4:3. Cada caso é um caso e vale a pena testar as diferentes combinações possíveis.

Apartado Escalado de texturas

  • Tipo de escala: Isto permite aprofundar mais a visualização de texturas para melhorá-las se estiverem em baixa resolução e estiverem muito próximas à câmera. Aqui devemos mexer um pouco até encontrar um equilíbrio entre qualidade e desempenho, embora igualmente, cada título é um mundo. Com 2x e o filtro xBRZ temos mais que suficiente para 1080p.

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Filtro de texturas

  • Filtro de texturas: Deixamos em automático e próximo se o jogo for 2D para não borrar os sprites. Pouco podemos fazer em 3D para melhorar o visual do típico hud plano sobreposto.
  • Filtro de escala de tela: A própria visualização da imagem ao escalar em nosso monitor também permite suavizar-se ao não coincidir com a nativa. O modo linear para 3D e pixelado para 2D..

Mexendo em todas essas opções é possível conseguir resultados melhores que não deixam nada a desejar em relação à geração passada de consoles e que, em conjunto com um gamepad, traduz completamente a experiência portátil ao oferecido por máquinas “fixas” se mandarmos o sinal para um monitor externo, apesar do miolo do assunto ser por utilizar controles virtuais na tela. Se não gostarmos que sobreponham a imagem, sempre podemos reduzir a área visível do jogo no menu Características > Editor da área da tela.

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1 COMMENT

  1. A opçao de pulo de frames é fundamental pra desempenho… nem que seja só 1, jogos pesados como tekken 6 requerem 3 pulos de fps em mapas pesados (roda com graficos no maximo se tiver no modo sem buffer)… desligar pulo fps funciona só em games leves, a maioria requer 1, e os pesados 2 ou 3

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